Quer aprender a construir um instrumento musical digital interativo? Conheça o Billie! Ele veio de outro planeta pra conhecer os sons da Terra e ajudar as crianças a estudarem música, já viu? Se você é professor(a) do ensino infantil, professor(a) de música, tem filhos, ou apenas se interessa pelas possibilidades da tecnologia, o vídeo a seguir é a primeira parte de uma série de vídeo aulas que vão te ajudar a construir o seu próprio Billie, então se ligue nos materiais necessários:
01 arduino de qualquer tipo
05 resistores de 1 megaohm ou mais
06 fios com comprimento de 1 metro ou mais e com espessura e cor de sua preferência
06 jacarés
vários fios jumpers
01 transistor simples
01 resistor de baixa resistência
01 alto-falante
01 plaquinha de fenolite
01 bateria de 9 volts com suporte
01 caixa ou qualquer outro tipo de estrutura
ferramentas como ferro de solda, estanho, alicates e multímetro
Neste vídeo apresentamos a parte eletrônica das impressoras 3D RepRap. Além da proposta autoreplicante das RepRaps, a escolha do Arduino como núcleo e o uso de licenças abertas foram determinantes para a expansão desta tecnologia entre nós, popularizando e viabilizando o acesso a todxs!
Já ouviu falar do AeTrapp – Monitoramento Cidadão de Focos de Mosquitos Aedes? O projeto, que teve sua pesquisa iniciada através do LabCEUs – Laboratório de Cidades Sensitivas, na cidade de Águas Lindas de Goiás (GO), é uma ferramenta inovadora no combate ao Aedes Aegypti, mosquito transmissor da Dengue, Zika, Chikungunya e Febre Amarela, e prevê o desenvolvimento de uma tecnologia que viabilize o monitoramento comunitário de populações do mosquito.
O método, que tradicionalmente depende de olhos bem treinados para identificação e contagem de ovos, receberá o apoio de um app para Android e iOS. Ele está em processo de desenvolvimento e permitirá que qualquer cidadão ou coletivo possa contribuir para o monitoramento dos vetores.
O projeto foi selecionado para o Laboratório Ibero-Americano de Inovação Cidadã (LabicBr / Secretaria Geral da Ibero-América), recebeu o Prêmio INOVApps 2015 (Ministério das Comunicações) e tem o apoio da Fundação Oswaldo Cruz em seu desenvolvimento.
Projetos evidenciaram sensibilidades e durezas do município do sudeste paraense
Por André Moraes de Almeida e Maíra Brandão
“Ocupar. Tomar ou estar na posse de. Preencher um espaço ou um território. A semântica do verbo, destrinchada no dicionário, possibilita uma série de interpretações, das mais bélicas às mais lúdicas. No entanto, nos últimos anos, a palavra vem ganhando outros contornos e se tornou amplamente representativa para descrever e marcar a ressignificação dos espaços públicos. Ocupe. Com uma urgência imperativa.”¹
Partindo de um processo emergente e com uma carga de urgência pelo curto tempo presencial que tinham para desenvolver as atividades, as duas ocupações do LabCEUs – Laboratórios de Cidades Sensitivas em São Félix do Xingu, no Pará, aconteceram, vivenciaram e ocuparam os espaços do Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU), além de se estender pra outros distritos da região.
O projeto Laboratório Crítico de Mapas e Micro-docs teve a intenção de revelar, através das vivências, as sensibilidades para construção de mapas críticos² e micro documentários³, abrindo caminho para a produção e a distribuição de conteúdo. “A ocupação começou um pouco como um curso, porque teve esse momento de introdução às técnicas de fotografia, captura de imagem, mas cada vez mais foi se tornando um núcleo de produção coletiva, colaborativa, pra trabalhar com vídeo, documentário, numa perspectiva de mapeamento dessa realidade local”, explica Hugo Nascimento, idealizador da iniciativa.
Depois da técnica, os participantes fizeram um levantamento de personagens que pudessem contar a história do lugar, contextualizando a formação da cidade com a história do país e seus ciclos econômicos. De 12 pessoas identificadas, nove foram entrevistadas durante a ocupação. As falas trazem questões criadas pelo garimpo, extração da madeira, caça, abertura das estradas, entre outros aspectos.
Mapeamento dos personagens de São Félix
Um dos entrevistados foi Francisco Pinheiro, chamado por todos de Seu Francisco, cearense que reside em São Félix do Xingu desde a década de 80. No repertório da memória passam a suposta origem do nome da cidade, a partir de uma escultura indígena adorada pelos católicos e instalada na primeira igreja local, chegando à violência e à prostituição resultantes da exploração de matérias primas em um lugar que ainda não possuía qualquer infra-estrutura.
Uma grata surpresa ver um senhor que leva consigo sabedoria, simplicidade e cabelos brancos lançar mão da sua guitarra pra executar uma toada paraense:
A potência do processo, das percepções, trocas e narrativas foi o que mais instigou Hugo ao longo do projeto. “Dar conta de transpor uma realidade pra uma superfície (mapa, vídeo, desenho) que fale sobre ela é um trabalho que não tem fim, é contínuo. Mas a ocupação tornou coisas conscientes pros dois lados. Pra mim é um novo recorte da Amazônia, completamente diferente, um território crítico, de exploração brutal. Mas tem isso de mostrar pra eles as possibilidades”, reflete o pesquisador.
Se por um lado alguns jovens tinham o interesse em aprender sobre o audiovisual no intuito de aumentar as chances de contratação em uma emissora de televisão que deverá ser instalada na cidade, Hugo também procurava apresentar meios diversos para o existir. “De fato isso (trabalho, estágio) é uma abertura de caminho. Mas mostramos que existem possibilidades de articulação em rede, de coletivo, de outro modo de operar a vida. Era um pouco essa missão que eu me colocava, que dá pra ter trabalhos menos normativos, trabalho mais críticos sobre a realidade, isso foi bem legal”, conta.
A possibilidade de ver a cidade por uma outra perspectiva foi aproveitada pela estudante Aline Mendes, 17 anos, que participou da ocupação. “Eu já era consciente de que a cultura indígena era bem presente na cidade, mas não como ele (Hugo) explicou, dos territórios, das aldeias, da Funai (Fundação Nacional do Índio). Eu tirei como lição observar mais a cultura das cidades antes de tirar uma conclusão sobre elas”, conta a jovem.
Como nos dois meses de ocupação em São Félix não deu tempo de entrar na fase de edição junto com os participantes, Hugo assumiu essa função e o acervo da cartografia histórico-afetiva iniciada através do projeto estão sendo publicadas neste canal.
² Mapeamento construído a partir da experiência de personagens locais que compõem a história de São Félix do Xingu, identificados pela vivência imersiva;
³ Construção de capacidade local para registro e disseminação de ideias através do audiovisual;